O CNAE para fábrica de farinha de mandioca é o 1063-5/00, "fabricação de farinha de mandioca e derivados", que o IBGE descreve com a farinha de mandioca, inclusive para panificação, a raspa, a farinha de raspa e a massa de mandioca. O "farinheiro de mandioca" está no Anexo XI do MEI, então a casa de farinha pequena pode começar como microempreendedor.
Muitas casas de farinha nascem junto da roça. O cultivo e a fabricação, porém, são atividades diferentes, com códigos e impostos próprios.
Qual é o CNAE para fábrica de farinha de mandioca?
A subclasse 1063-5/00 compreende:
- a fabricação de farinha de mandioca;
- a fabricação de outros derivados da mandioca, como raspa e farinha de raspa.
Entre as atividades listadas pelo IBGE estão a farinha de mandioca, inclusive para panificação, a farinha de raspa, a massa de mandioca e a raspa de mandioca.
Farinha, fécula ou cultivo?
As notas da 1063-5/00 excluem a fabricação de amidos e féculas de mandioca, que fica na 1065-1/01. Quem produz polvilho e fécula usa esse outro código.
O cultivo da raiz é atividade rural, com código de lavoura, explicado em CNAE para produção de mandioca: o código do plantio, o da farinha, o da fécula e o MEI farinheiro. O produtor que planta e também fabrica a farinha usa os dois códigos e separa as receitas. A escolha entre pessoa física e jurídica para a parte rural está em Produtor rural pessoa física ou jurídica: o que muda em imposto, livro e patrimônio.
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Fábrica de farinha de mandioca pode ser MEI?
Pode. O Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018 traz o "farinheiro de mandioca", na subclasse 1063-5/00, com incidência de ICMS. Na mesma família, o Anexo XI também traz o "farinheiro de milho", na 1064-3/00, tratado em CNAE para fábrica de fubá e farinha de milho: código, MEI e Simples. A lista completa está em Atividades permitidas ao MEI: como saber se a sua ocupação entra.
O MEI tem limite de faturamento e de empregados. Casas de farinha que vendem para atacadistas e mercados de outras cidades podem passar desse limite.
Como fica o CNAE para fábrica de farinha de mandioca no Simples Nacional?
A venda de produto fabricado pela própria empresa vai para o Anexo II do Simples, como venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte (LC 123/2006, art. 18, § 4º, II). Se a empresa também revender produtos de terceiros, essa receita vai para o Anexo I (inciso I) e precisa ser separada.
O IPI, quando devido, está dentro do DAS (art. 13, II), e a visão geral para a indústria está em Simples Nacional para indústria: Anexo II, IPI no DAS e os casos que confundem. A apuração está em Contabilidade Simples Nacional para quem quer pagar o justo.
Licença sanitária e embalagem
A farinha é alimento e depende de licença da vigilância sanitária, conforme as regras do município e do estado. Farinha vendida embalada também precisa de rótulo adequado. O tema está em O que é licença sanitária: quem precisa, como pedir e quando renovar em São Paulo, e a produção artesanal em CNAE para fabricação artesanal de alimentos: o código vem do produto, não da palavra artesanal.
Que nota a casa de farinha emite?
A venda sai com nota fiscal de mercadoria, no campo do ICMS. Até 31/12/2026, o MEI é dispensado de nota na venda para consumidor final pessoa física e na venda para empresa que emita nota de entrada (Resolução CGSN 140/2018, art. 106). A partir de 01/01/2027, a Resolução CGSN 190/2026 torna a emissão, em regra, obrigatória nas vendas do MEI.
Quando a casa de farinha compra mandioca de outros produtores, a nota de entrada ou a nota do produtor documenta a compra e comprova o custo da matéria-prima.
Vender para atacadistas e mercados
Farinha costuma ser vendida em sacas para atacadistas, feiras e mercados regionais, e em pacotes menores para o varejo. Cada canal tem preço, prazo e exigência diferentes: o atacadista compra volume com margem menor, enquanto o varejo pede embalagem, código de barras e rótulo completo.
Antes de investir em embalagem, vale conferir se o canal escolhido paga a diferença. Redes de mercado também podem pedir prazo de pagamento, o que exige capital de giro para comprar raiz e lenha antes de receber.
Mandioca, lenha e mão de obra: o custo da farinha
O custo da farinha está na raiz, na energia ou lenha dos fornos e na mão de obra de descascar, ralar, prensar e torrar. Três controles ajudam:
- rendimento por tonelada de mandioca, para saber quanto cada saca custa;
- compras de raiz com nota ou nota do produtor;
- perdas e sobras registradas.
Com esses números, a casa de farinha negocia preço com o atacadista sabendo a margem. O controle também mostra quando vale investir em equipamentos que aumentam o rendimento ou reduzem o consumo de lenha e de energia.
O que conferir antes de abrir
Antes do registro, defina:
- se a empresa também vai plantar a mandioca;
- se haverá produção de fécula ou polvilho;
- se o faturamento cabe no MEI;
- se o local atende às exigências sanitárias;
- quem são os compradores e em que cidades eles estão.
O segmento está em Contabilidade para pequena indústria: Anexo II, IPI e custo.
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Perguntas frequentes
Qual o CNAE de casa de farinha?+
A 1063-5/00, fabricação de farinha de mandioca e derivados.
Polvilho usa o mesmo código da farinha?+
Não. As notas do IBGE excluem amidos e féculas de mandioca, que ficam na 1065-1/01.
Casa de farinha pode ser MEI?+
Pode. O "farinheiro de mandioca" está no Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018, com ICMS.
Em qual anexo do Simples fica a farinha de mandioca?+
No Anexo II, como venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte (LC 123/2006, art. 18, § 4º, II).
Quem planta e faz farinha usa quais códigos?+
O código de cultivo da mandioca, para a parte rural, e a 1063-5/00, para a fabricação da farinha.
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Fontes: IBGE, API de subclasses da CNAE, 1063-5/00 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/1063500, IBGE, 1065-1/01 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/1065101, Receita Federal, Resolução CGSN 190/2026 http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=152832, Receita Federal, Resolução CGSN 140/2018 e Anexo XI http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=92278, Planalto, LC 123/2006, arts. 13 e 18 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
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