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CNAE para comércio de caminhões: revenda de novos e usados

O CNAE para comércio de caminhões é o 4511-1/04, comércio por atacado de caminhões novos e usados, que inclui carrocerias para caminhão, gruas e veículos betoneira. O IBGE não tem subclasse de varejo para caminhões; representação comercial (4512-9/01) e venda em consignação (4512-9/02) têm códigos próprios, e a atividade não pode ser MEI.

Atualizado em

O CNAE para comércio de caminhões é o 4511-1/04, "comércio por atacado de caminhões novos e usados", que o IBGE descreve inclusive com carrocerias para caminhão, gruas e veículos betoneira. O IBGE não tem uma subclasse de varejo só para caminhões, por isso concessionárias e revendas usam esse código, e a atividade não pode ser MEI.

Antes de abrir, vale definir se a empresa vai comprar e revender, vender em consignação ou só intermediar. São três modelos com códigos, notas e tributação diferentes, e muitas revendas acabam combinando os três.

Qual é o CNAE para comércio de caminhões?

A subclasse 4511-1/04 compreende o comércio atacadista de caminhões, gruas e veículos betoneiras de concreto, novos e usados. Entre as atividades listadas pelo IBGE está o comércio atacadista de carrocerias para caminhão, novas e usadas.

As notas excluem três atividades que costumam aparecer junto:

  • os representantes comerciais e agentes do comércio de veículos automotores (4512-9/01);
  • a venda de peças e acessórios para veículos automotores, que fica no grupo 45.3;
  • os leiloeiros independentes, com código próprio.

Quais códigos ficam ao lado?

A classe 45.11 do IBGE separa os veículos por tipo:

Uma revenda que vende caminhões, carretas e utilitários pode ter várias dessas subclasses, com a principal sendo a de maior receita.

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Revender, consignar ou intermediar?

O modelo de negócio muda o código:

Na intermediação, a receita da empresa é a comissão. Na consignação, o que entra como receita da loja depende do contrato e da documentação de cada venda. Misturar os modelos sem separar as receitas pode inflar o faturamento e o imposto.

Comércio de caminhões pode ser MEI?

Não. A subclasse 4511-1/04 não está no Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018. Também não estão as de consignação e representação de veículos. Além disso, o valor alto de cada venda aproxima rápido a empresa do limite de faturamento do MEI. A empresa abre como microempresa ou empresa de pequeno porte.

Como fica o CNAE para comércio de caminhões no Simples Nacional?

A LC 123/2006 veda o Simples para quem importa ou fabrica automóveis e motocicletas (art. 17, VIII), não para quem revende caminhões no mercado interno. A revenda de mercadorias vai para o Anexo I (art. 18, § 4º, I), explicado em Anexo I do Simples Nacional: a tabela do comércio e como ler cada faixa.

Dois cuidados: veículos podem ter tributação concentrada em etapas anteriores, o que exige segregação das receitas (art. 18, § 4º-A, I), e o valor alto de cada venda faz o faturamento crescer rápido, aproximando a empresa do limite do Simples. A comparação com o Lucro Presumido entra no Planejamento tributário para pagar o imposto certo.

Que documentos acompanham a venda?

A venda do caminhão sai com nota fiscal de mercadoria, e a transferência de propriedade segue as regras do órgão de trânsito. Na compra de caminhão de pessoa física, a empresa pode precisar emitir nota de entrada para documentar a aquisição, conforme a legislação do estado. Estoque de usados exige controle de procedência, débitos e gravames de cada veículo antes da revenda.

Financiamento e credenciamento: por que a contabilidade pesa

Boa parte das vendas de caminhão é financiada, e a revenda costuma precisar de cadastro em bancos, financeiras e, no caso de concessionária, na própria montadora. Esses parceiros pedem certidões negativas, balanço, demonstração de resultado e faturamento comprovado. Uma revenda com contabilidade atrasada perde vendas justamente na hora de aprovar o crédito do cliente.

Manter as demonstrações em dia também ajuda a própria empresa a conseguir capital de giro para formar estoque, que nesse setor é caro. As demonstrações que bancos costumam pedir estão em Balanço para banco: o que costuma ser pedido e por que não existe balanço só para o crédito.

O que conferir antes de abrir

Antes do registro, defina o modelo (revenda, consignação ou intermediação), os tipos de veículo, se a empresa vai vender peças ou oferecer oficina e se terá frota para locação. Cada resposta acrescenta ou tira um código, e mexe na forma de separar as receitas todo mês. Quem também aluga caminhões encontra o código em CNAE para locação de caminhões e ônibus sem condutor: código e imposto.

Como a WJR ajuda

A WJR é um escritório de contabilidade na Mooca, em São Paulo, com mais de 30 anos de experiência e atendimento presencial e online (Quem somos: a WJR Contabilidade, na Mooca desde 1995). Os códigos e a separação entre revenda, consignação e comissão na apuração dependem do caso, e no Diagnóstico WJR a gente diz, a partir da Abrir empresa em São Paulo do jeito certo, do primeiro passo ao CNPJ ativo. O primeiro passo é o Diagnóstico WJR, gratuito e sem compromisso, com resposta em algumas horas.

O segmento de transporte está em Contabilidade para transportadoras: CT-e, MDF-e, RNTRC e o ICMS do frete e outras atividades em Cnae.

Perguntas frequentes

Qual o CNAE para loja de caminhões usados?+

A 4511-1/04, comércio por atacado de caminhões novos e usados. O IBGE não tem subclasse de varejo específica para caminhões.

Venda de caminhão em consignação usa o mesmo código?+

Não. A venda sob consignação de veículos automotores é a subclasse 4512-9/02.

Revenda de carretas usa a 4511-1/04?+

Reboques e semirreboques têm código próprio, a 4511-1/05. Carrocerias para caminhão estão listadas na 4511-1/04.

Comércio de caminhões pode ser MEI?+

Não. A subclasse 4511-1/04 não está no Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018.

Revenda de caminhões pode ficar no Simples Nacional?+

Pode, se cumprir os requisitos. A LC 123/2006 veda a importação e a fabricação de automóveis e motocicletas, não a revenda de caminhões no mercado interno.

Leia também

Fontes: IBGE, API de subclasses da CNAE, 4511-1/04 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4511104, IBGE, 4511-1/02 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4511102, IBGE, 4511-1/05 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4511105, IBGE, 4511-1/06 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4511106, IBGE, 4512-9/01 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4512901, IBGE, 4512-9/02 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4512902, Receita Federal, Resolução CGSN 140/2018 e Anexo XI http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=92278, Planalto, LC 123/2006, arts. 17 e 18 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm

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