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CNAE para tecelagem: qual código usar conforme a fibra do tecido

O CNAE para tecelagem depende da fibra predominante: 1321-9/00 para fios de algodão, 1322-7/00 para fibras naturais exceto algodão (lã, linho, juta, seda) e 1323-5/00 para fibras artificiais e sintéticas. O tecelão de algodão e o tecelão de fibras naturais podem ser MEI pelo Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018; a tecelagem de sintéticos não.

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O CNAE para tecelagem depende da fibra que predomina no tecido: 1321-9/00 para fios de algodão, 1322-7/00 para fibras naturais exceto algodão, como lã, linho, juta e seda, e 1323-5/00 para fibras artificiais e sintéticas. Nos dois primeiros casos o tecelão pode ser MEI; na tecelagem de sintéticos, não.

A divisão por fibra parece detalhe, mas define se a atividade cabe no MEI e evita problema quando a empresa cresce e muda de mix. A seguir, o que cada código cobre e o que fica de fora.

Qual é o CNAE para tecelagem em cada fibra?

As três subclasses tratam de tecidos planos, aqueles feitos no tear, cruzando fios de urdume e trama:

  • 1321-9/00, tecelagem de fios de algodão: tecidos planos de algodão, inclusive mesclas com predominância de algodão, e também veludos, felpudos (atoalhados) e gaze de algodão.
  • 1322-7/00, tecelagem de fios de fibras têxteis naturais, exceto algodão: tecidos de lã, linho, juta, seda, rami e sisal, inclusive mesclas com predominância de fibra natural.
  • 1323-5/00, tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas: tecidos de poliéster, viscose, polipropileno, ráfia, fibra de vidro e mantas sintéticas agulhadas.

Em todas elas, o IBGE inclui a confecção de cama, mesa e banho e de sacos quando ela é integrada à tecelagem, ou seja, feita pela mesma unidade que teceu o pano.

O que não é tecelagem para o IBGE?

As notas das três subclasses apontam o que fica de fora:

Quem compra tecido para costurar roupa não é tecelagem: é confecção, explicada em CNAE para confecção: o código de quem fabrica roupa, uniforme, acessório e peça de malha. Quem só revende tecido está no comércio, em CNAE para loja de tecidos: o 4755-5/01, o armarinho ao lado e o que muda quando a loja vende no atacado.

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Tecelagem pode ser MEI?

Depende da fibra. O Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018 traz duas ocupações de tecelão:

  • tecelão de algodão independente, na subclasse 1321-9/00;
  • tecelão independente, na subclasse 1322-7/00, de fibras naturais exceto algodão.

Nas duas, o Anexo XI marca a incidência de ICMS e não de ISS, já que a atividade é de fabricação. A tecelagem de fibras sintéticas (1323-5/00) não aparece na lista, então quem tece poliéster ou ráfia precisa abrir como ME ou EPP. A lista completa de ocupações está em Atividades permitidas ao MEI: como saber se a sua ocupação entra.

O MEI também tem limite de faturamento, que a LC 238/2026 prevê ampliar a partir de 2027, com condição na lei orçamentária; os valores estão em Limite do MEI: quanto você pode faturar por ano e o que acontece se passar. Tecelagem com tear mecânico e encomendas maiores costuma passar desse teto rápido.

Como fica o CNAE para tecelagem no Simples Nacional?

A tecelagem não está entre as vedações do art. 17 da LC 123/2006. Como a empresa vende o tecido que ela mesma fabrica, a receita é tributada pelo Anexo II do Simples Nacional (art. 18, § 4º, II), o anexo da indústria, explicado em Anexo II do Simples Nacional: tabela da indústria, IPI no DAS e exemplo.

Se a tecelagem também prestar serviço de tecer fio do cliente, ou revender tecido comprado de terceiros, essas receitas precisam ser separadas, porque seguem regras diferentes na apuração. Esse é o erro mais comum em pequenas tecelagens que diversificam a produção.

Tecelagem artesanal e tecelagem industrial usam o mesmo código?

O IBGE não separa por tipo de tear: tecelagem manual e mecânica de algodão ficam na mesma 1321-9/00. O que separa é a fibra predominante e o tipo de tecido (plano ou malha).

A diferença aparece no regime e no porte. A tecelã artesanal de algodão, com produção pequena, pode caber no MEI. A tecelagem com teares industriais costuma abrir como ME ou EPP, com controle de estoque de fios, de produção e de vendas para confecções. Esse perfil está em Contabilidade para pequena indústria: Anexo II, IPI e custo.

O que conferir antes de abrir

Antes do registro, defina com clareza:

  • qual fibra vai predominar no mix de produção;
  • se vai vender só tecido ou também peças prontas de cama, mesa e banho;
  • se vai prestar serviço para terceiros com fio deles;
  • se o endereço comporta atividade industrial pela lei de zoneamento do município.

As respostas definem o código principal, os secundários e o regime. Mudar depois exige alteração no CNPJ e pode afetar inscrição estadual, licenças e até a opção pelo MEI, se o novo código não estiver no Anexo XI.

Como a WJR ajuda

A WJR é um escritório de contabilidade na Mooca, em São Paulo, com mais de 30 anos de experiência e atendimento presencial e online (Quem somos: a WJR Contabilidade, na Mooca desde 1995). Na Abrir empresa em São Paulo do jeito certo, do primeiro passo ao CNPJ ativo, o time especializado confere os códigos no IBGE e no Anexo XI, define se cabe MEI e organiza a apuração no Contabilidade Simples Nacional para quem quer pagar o justo.

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Perguntas frequentes

Qual CNAE usar para tecelagem de algodão?+

A subclasse 1321-9/00, tecelagem de fios de algodão, que inclui tecidos planos de algodão, mesclas com predominância de algodão, veludos, atoalhados e gaze.

Tecelagem de lã ou linho usa qual código?+

A 1322-7/00, tecelagem de fios de fibras têxteis naturais, exceto algodão. Ela cobre lã, linho, juta, seda, rami e sisal.

Tecelão pode ser MEI?+

Pode, nas subclasses 1321-9/00 (tecelão de algodão) e 1322-7/00 (tecelão de fibras naturais), que estão no Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018. A tecelagem de sintéticos não está na lista.

Malharia é tecelagem?+

Não para o IBGE. A fabricação de tecidos de malha é a subclasse 1330-8/00, separada das subclasses de tecelagem de tecidos planos.

Em qual anexo do Simples fica a tecelagem?+

A venda do tecido fabricado pela própria empresa é tributada pelo Anexo II, conforme o art. 18, § 4º, II, da LC 123/2006.

Leia também

Fontes: IBGE, API de subclasses da CNAE, 1321-9/00 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/1321900, IBGE, 1322-7/00 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/1322700, IBGE, 1323-5/00 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/1323500, IBGE, 1330-8/00 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/1330800, IBGE, 1351-1/00 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/1351100, Receita Federal, Resolução CGSN 140/2018 e Anexo XI http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=92278, Planalto, LC 123/2006 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm, Gov.br, Portal do Empreendedor, Ocupações Permitidas ao MEI https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor/quero-ser-mei/atividades-permitidas, TJSC, cópia do Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018 com as colunas ISS e ICMS https://tjsc.jus.br/documents/27439/928669/Orienta%C3%A7%C3%A3o+t%C3%A9cnica+de+procedimento+cont%C3%A1bil+n%C2%BA+01-2017+-+Lista+de+atividades+permitidas+ao+MEI/a31abbb3-1782-4c9b-89b0-47f38b41782b, Planalto, LC 238/2026 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp238.htm

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