O CNAE para venda de roupas pelo Instagram é o 4781-4/00, comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, o mesmo de uma loja física. A tabela do IBGE não tem um código para o canal de venda: o que define é o produto, e roupa nova é 4781-4/00, com ocupação no Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018 para quem quer ser MEI.
Muita gente começa vendendo pelo perfil pessoal e só depois pensa no CNPJ. A seguir, o que muda quando o negócio é formalizado e o que observar na venda online.
Qual é o CNAE para venda de roupas pelo Instagram?
A subclasse 4781-4/00 compreende o comércio varejista de artigos do vestuário novos de qualquer material, como vestidos, blusas, calças, roupas íntimas e uniformes escolares, e de acessórios e complementos do vestuário, como gravatas, cintos, lenços, meias, chapéus e luvas. Entre as atividades listadas pelo IBGE estão boutique, lingerie, moda masculina, feminina e infantil e até vestuário para animais.
A loja do Instagram que vende roupas novas, compradas de fornecedores ou confeccionadas por terceiros, usa esse código. A página da loja de roupas em geral está em CNAE para loja de roupas: o código de vestuário, de roupa usada e de quem confecciona.
O que fica fora do 4781-4/00?
As notas do IBGE excluem itens que muitas lojas online vendem junto:
- roupas usadas: 4785-7/99, o código do brechó, tratado em CNAE para brechó: o código de artigos usados, o MEI e o que muda quando a peça é nova;
- calçados: 4782-2/01;
- bolsas, malas e artigos de viagem: 4782-2/02;
- artigos esportivos: 4763-6/02.
Se o perfil vende roupas e bolsas, registra os dois códigos. E se você mesma costura as peças, há produção própria, que pede um código de confecção.
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Venda de roupas pelo Instagram pode ser MEI?
Pode. O Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018 traz a ocupação de vestuário e acessórios, na subclasse 4781-4/00, com incidência de ICMS. O MEI pode vender pela internet sem loja física, como explicado em MEI pode ter site e vender online? Nota, outro estado e o que muda em 2027.
O MEI tem limite de faturamento e de empregados, e a LC 238/2026 prevê mudanças nesses limites a partir de 2027 e de 2028, condicionadas, no caso da receita, à previsão da renúncia na lei orçamentária de 2027 a 2029. Perfis que crescem rápido, com anúncios pagos e vendas para todo o país, costumam passar o limite antes do esperado.
Preciso de endereço comercial?
Não necessariamente. Quem vende só pela internet pode registrar o CNPJ no endereço residencial, se o município permitir a atividade naquele local e não houver atendimento ao público ou estoque incompatível com a moradia. As regras estão em Abrir empresa em casa: quando o endereço residencial pode ser a sede.
Como fica o CNAE para venda de roupas pelo Instagram no Simples Nacional?
A revenda de mercadorias vai para o Anexo I (LC 123/2006, art. 18, § 4º, I). Para quem costura e vende as próprias peças, a parte industrializada vai para o Anexo II (§ 4º, II). A apuração mensal está em Contabilidade Simples Nacional para quem quer pagar o justo.
Vender para outros estados
O Instagram não tem fronteira, e boa parte das vendas vai para clientes de outros estados. Nas vendas interestaduais para consumidor final, há regras de diferencial de alíquota do ICMS que afetam inclusive quem está no Simples ou é MEI, conforme a legislação. O tema está em DIFAL do MEI: quando o MEI paga o ICMS de outro estado e quando não paga.
Nota fiscal na venda online
A microempresa emite nota fiscal eletrônica a cada venda e precisa de inscrição estadual. O MEI é dispensado da NF-e e, em São Paulo, pode usar a Nota Fiscal Fácil, gratuita e sem certificado digital. A partir de 01/01/2027, a Resolução CGSN 190/2026 torna a emissão de documento fiscal, em regra, obrigatória para o MEI nas vendas.
Marketplaces e algumas transportadoras exigem nota em cada envio, então quem planeja vender também fora do Instagram já começa com a emissão organizada. A estrutura de loja virtual está em CNAE para loja virtual: o site não tem código, o produto tem.
Dinheiro da empresa separado do pessoal
O erro mais comum de quem vende pelo Instagram é receber tudo no PIX pessoal. Com o CNPJ, a recomendação é ter conta e maquininha no nome da empresa: assim o faturamento fica comprovado, o limite do MEI é controlado e o dinheiro do negócio não se mistura com as contas da casa.
Trocas e devoluções
Na venda pela internet, o cliente costuma ter direito de desistir da compra dentro do prazo legal e a loja precisa receber a peça de volta. Para a contabilidade, cada devolução precisa de documento que cancele ou reverta a venda, para o faturamento não ficar maior do que o real e o imposto não ser pago sobre venda desfeita. Combine com o emissor de notas como registrar a devolução antes de começar a vender.
O que conferir antes de abrir
- se vai vender só roupas novas ou também usadas;
- se vai vender calçados, bolsas ou acessórios esportivos;
- se vai produzir peças próprias;
- se o endereço residencial permite o registro;
- se o faturamento previsto cabe no MEI.
O segmento de e-commerce está em Contabilidade para e-commerce: o que a sua loja precisa acertar.
Como a WJR ajuda
A WJR é um escritório de contabilidade na Mooca, em São Paulo, com mais de 30 anos de experiência e atendimento presencial e online (Quem somos: a WJR Contabilidade, na Mooca desde 1995). Na Abrir empresa em São Paulo do jeito certo, do primeiro passo ao CNPJ ativo, o time especializado confere os códigos no IBGE e no Anexo XI e organiza a apuração. O primeiro passo é o Diagnóstico WJR, gratuito e sem compromisso, com resposta em algumas horas. Outras atividades estão em Cnae.
Perguntas frequentes
Existe CNAE específico para vender pelo Instagram?+
Não. O código segue o produto vendido; para roupas novas, é a 4781-4/00, a mesma da loja física.
Vender roupas pelo Instagram pode ser MEI?+
Pode. A ocupação de vestuário e acessórios está no Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018, na subclasse 4781-4/00.
Venda de roupa usada pelo Instagram usa o mesmo código?+
Não. Roupas e artigos do vestuário usados ficam na subclasse 4785-7/99.
Posso abrir o CNPJ no meu endereço residencial?+
Pode, se o município permitir a atividade no local. Quem vende só online costuma conseguir, mas a regra é municipal.
Em qual anexo do Simples fica a venda de roupas online?+
No Anexo I, como revenda de mercadorias (LC 123/2006, art. 18, § 4º, I). Peças confeccionadas por você vão para o Anexo II.
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Fontes: IBGE, API de subclasses da CNAE, 4781-4/00 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4781400, IBGE, 4785-7/99 https://servicodados.ibge.gov.br/api/v2/cnae/subclasses/4785799, Receita Federal, Resolução CGSN 140/2018 e Anexo XI http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=92278, Planalto, LC 123/2006, art. 18 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm, Planalto, LC 238/2026, arts. 2º, 3º e 10 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp238.htm
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