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Como fazer a precificação de produtos em 6 passos, com um exemplo de loja

Para fazer a precificação de produtos, levante o custo completo de cada unidade, some os percentuais que saem do preço (imposto, comissão, taxa de cartão, parte da estrutura fixa e margem) e divida o custo por 1 menos essa soma. No Simples Nacional, o imposto entra pela alíquota efetiva (LC 123, art. 18), e o preço calculado precisa ser comparado com o que o cliente aceita pagar.

Como fazer a precificação de produtos? Levante o custo completo de cada unidade, some os percentuais que saem do preço (imposto, comissão, taxa de cartão, parte da estrutura fixa e margem) e divida o custo por 1 menos essa soma. O resultado é o preço mínimo que sustenta a conta; o preço final ainda passa pela comparação com o mercado.

Os números deste texto são hipotéticos, para mostrar o caminho. A fórmula do markup divisor e a conta com imposto têm páginas próprias, em Como precificar produto e serviço: custo, markup, margem e imposto e Como calcular o preço de venda com impostos: a conta do custo, da margem e do imposto. Abaixo está o roteiro em seis passos, na ordem em que o dono costuma aplicar.

Passo 1: como fazer a precificação de produtos a partir do custo completo?

Não é só o que se pagou ao fornecedor. Some tudo o que entra para o produto chegar ao cliente:

  • o preço de compra ou o custo da matéria-prima;
  • frete e embalagem da compra;
  • mão de obra direta, quando você produz;
  • perdas e quebras que sempre acontecem.

Uma loja hipotética de utensílios compra uma chaleira por R$ 70, paga R$ 5 de frete e embala por R$ 3. O custo completo é R$ 78. Para o conceito de custo e despesa, veja Custo fixo e variável: a diferença, o ponto de equilíbrio e o que muda no preço e no regime.

Passo 2: quais gastos saem junto com cada venda?

São os percentuais que dependem do preço: comissão do vendedor, taxa de cartão e marketplace, e o imposto sobre a venda. Na loja do exemplo, a comissão é 3% e a taxa de cartão é 4%. O imposto vem no passo seguinte.

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Passo 3: qual percentual de imposto entra no preço?

No Simples Nacional, o valor mensal é calculado pela alíquota efetiva, a partir das tabelas dos Anexos I a V (LC 123, art. 18). Ela muda com o faturamento acumulado, então use a alíquota efetiva atual da sua empresa, e não a da tabela. O cálculo está em Alíquota efetiva do Simples Nacional: a conta passo a passo.

Na loja, a alíquota efetiva atual é de 6%. Os percentuais do preço, até agora, somam 3% + 4% + 6% = 13%.

Passo 4: quanto da estrutura fixa o produto paga?

Aluguel, folha administrativa e sistemas precisam ser pagos pelas vendas do mês. Divida a estrutura mensal pela receita média do mês para obter o percentual. A loja tem R$ 12.000 de estrutura fixa e fatura em média R$ 60.000, ou seja, 20%.

Cuidado: se as vendas caírem, esse percentual sobe. Revise o número quando o volume mudar.

Passo 5: qual margem você quer?

É o que sobra de lucro depois de tudo. A loja quer 12% do preço. Somando os percentuais: 13% + 20% + 12% = 45%. O divisor é 1 − 0,45 = 0,55.

Preço = R$ 78 ÷ 0,55 = R$ 141,82. Arredondado para R$ 142, a distribuição de cada venda fica assim, em valores aproximados:

| Destino de R$ 142 | Valor |

|---|---|

| Custo completo | R$ 78 |

| Comissão, cartão e imposto (13%) | R$ 18 |

| Parte da estrutura fixa (20%) | R$ 28 |

| Margem (12%) | R$ 17 |

Se a conta fosse "custo mais 45%", o preço seria R$ 113 e a venda não fecharia. A diferença entre acrescentar sobre o custo e dividir pelo que sobra do preço está em O que é markup: o percentual sobre o custo e por que ele não é a margem. O que cada venda deixa para cobrir a estrutura está em O que é margem de contribuição: quanto cada venda deixa para pagar a estrutura.

Passo 6: o preço calculado cabe no mercado?

O preço da conta é o seu piso. Pesquise o que concorrentes cobram por produto parecido, o que seu cliente aceita pagar e o que a sua marca entrega a mais. Se o mercado paga menos que o piso, o problema não está na etiqueta, e sim no custo ou na estrutura.

Nesse caso, você tem três caminhos: reduzir o custo de compra, diluir a estrutura vendendo mais, ou aceitar uma margem menor por um tempo, sabendo qual é o prejuízo. Evite baixar o preço sem refazer a conta.

Como a WJR entra nessa conta?

O percentual de imposto que entra no passo 3 vem da apuração mensal. Montar a planilha de preços produto a produto é trabalho da gestão da empresa; se isso pode ser feito com a WJR no seu caso, depende do caso, no Diagnóstico WJR a gente diz. A organização dos processos está na BPO financeiro e consultoria de processos internos para a sua empresa. Outras respostas rápidas estão em Perguntas.

Perguntas frequentes

Preciso refazer o preço quando o custo do fornecedor sobe?+

Sim. Reajuste de fornecedor muda o custo completo, e a conta precisa ser refeita para a margem não encolher sem você ver.

O imposto entra no custo do produto?+

No Simples, o imposto é um percentual do preço, e por isso entra no divisor da conta, e não somado ao custo.

Posso usar a mesma margem para todos os produtos?+

Pode, para simplificar, mas produtos diferentes têm custos e giro diferentes. Muitos donos ajustam a margem por categoria.

Como precificar produto com taxa de cartão?+

Inclua a taxa como percentual do preço, junto com a comissão e o imposto, no passo 2.

Com que frequência devo revisar os preços?+

Nenhuma norma fixa. Revise quando mudarem o custo do fornecedor, a folha, a faixa do imposto ou o volume de vendas.

Leia também

Fontes: Planalto, LC 123/2006 art. 18 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm

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