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O que é conciliação bancária: um exemplo com números e por que o extrato nunca bate de primeira

Conciliação bancária é conferir o extrato do banco e da maquininha contra o que a empresa registrou e explicar cada diferença até os dois saldos baterem. Nenhuma norma obriga a fazer com esse nome, mas o Código Civil exige contabilidade em correspondência com a documentação (art. 1.179) e lançamentos dia a dia (art. 1.184), e a conciliação é a forma prática de cumprir isso.

O que é conciliação bancária? É comparar o extrato do banco (e o da maquininha) com o que a empresa registrou e explicar cada diferença, até os dois saldos baterem. É a conta que mostra se o dinheiro que a contabilidade diz que existe é o mesmo que está de fato no banco.

Esta página explica o conceito com um exemplo de números. O passo a passo completo e os erros que a conciliação encontra estão em Conciliação bancária: o que é, como fazer e os erros que ela encontra, e outras respostas rápidas em Perguntas.

O que é conciliação bancária, com um exemplo?

Imagine que, no fim do mês, a contabilidade da sua empresa mostra R$ 15.000 no banco, mas o extrato mostra R$ 14.770. A diferença é de R$ 230, e a conciliação existe para descobrir de onde ela vem.

Ao revisar as linhas, aparecem três itens:

  • uma tarifa de R$ 80 que o banco cobrou e ninguém lançou;
  • uma taxa de maquininha de R$ 350 descontada das vendas, que a empresa registrou pelo valor cheio;
  • um boleto de fornecedor de R$ 200, lançado como pago no dia 30, mas que o banco só debitou no dia 2.

Ajustando a contabilidade pela tarifa e pela taxa, o saldo vai a R$ 14.570. Ajustando o extrato pelo boleto ainda não debitado, também vai a R$ 14.570. Agora os dois lados batem, e cada centavo tem explicação.

Por que o extrato quase nunca bate de primeira?

Há quatro causas que se repetem:

  1. Diferença de data. Pagamento lançado hoje que o banco debita amanhã, ou venda no cartão que cai dias depois.
  2. Custo que ninguém registrou. Tarifa bancária, juros, IOF, taxa de maquininha e de plataforma de venda.
  3. Lançamento duplicado ou esquecido. Um Pix registrado duas vezes, ou uma entrada que ficou sem identificação.
  4. Mistura de conta. Gasto pessoal pago pela conta da empresa, ou o contrário. O cuidado com isso está em Como separar a conta pessoal da conta da empresa em 6 passos práticos.

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Para que serve a conciliação bancária?

Ela serve para três coisas. Primeiro, garantir que o caixa registrado é real, o que protege o resultado e os impostos calculados sobre ele. Segundo, achar cobrança indevida e dinheiro parado sem identificação. Terceiro, dar confiança aos números que o dono usa para decidir, como o fluxo de caixa descrito em Como fazer fluxo de caixa de pequena empresa: o passo a passo com exemplo.

Ela também alimenta o fechamento do mês: sem conciliar, o contador fecha com base em saldo que ninguém conferiu. Veja o fluxo completo em Como fazer o fechamento contábil do mês: o roteiro da empresa em 6 passos.

A conciliação bancária é obrigatória?

Nenhuma norma obriga a fazer "conciliação bancária" com esse nome. O que a lei exige é que o empresário e a sociedade empresária sigam um sistema de contabilidade com escrituração em correspondência com a documentação respectiva (Código Civil, art. 1.179) e que o Diário registre as operações dia a dia, com o documento que as originou (art. 1.184).

Como o extrato é o documento do dinheiro, conferi-lo contra os lançamentos é a forma natural de cumprir essa exigência. Quem não concilia descobre o erro só quando ele já virou declaração, multa ou susto de caixa.

O que o contador precisa para conciliar?

Ele precisa do extrato de todas as contas e cartões da empresa, do relatório da maquininha com as vendas e as taxas, e dos comprovantes que o banco não detalha. A lista do que enviar todo mês está em O que o contador precisa de mim todo mês? A lista curta e o porquê de cada item.

Quanto mais cedo o extrato chega, mais cedo a diferença é explicada, quando ainda é fácil lembrar do que se trata.

Como a WJR trata a conciliação

A WJR tem serviço de consultoria de processos internos, e o cliente fala com o time especializado no grupo de WhatsApp da empresa, num escritório presencial com pessoas reais, com mais de 30 anos de experiência e 5 estrelas no Google.

O serviço mais próximo é BPO financeiro e consultoria de processos internos para a sua empresa. Como a conciliação entra na sua rotina, depende do caso, no Diagnóstico WJR a gente diz, gratuito e sem compromisso.

Perguntas frequentes

Conciliação bancária e fluxo de caixa são a mesma coisa?+

Não. O fluxo de caixa projeta e acompanha entradas e saídas de dinheiro. A conciliação confere se o que foi registrado bate com o extrato do banco.

Com que frequência deve ser feita?+

No mínimo uma vez por mês, antes do fechamento. Empresas com muitas vendas por dia ganham ao conciliar toda semana.

A conciliação inclui a maquininha?+

Sim. A venda no cartão chega ao banco depois e com desconto de taxa, então o relatório da maquininha precisa ser conferido contra o extrato.

Quem faz a conciliação, o dono ou o contador?+

Pode ser qualquer um dos dois, ou uma equipe financeira. O essencial é que alguém confira e que o contador receba os extratos completos.

O que fazer com a diferença que não se explica?+

Ela deve ficar registrada como pendência, com data e valor, e ser investigada até a origem. Lançar a diferença numa conta qualquer só esconde o problema. Quer rotina financeira que bate com o banco? Conheça BPO financeiro e consultoria de processos internos para a sua empresa e peça o Diagnóstico WJR.

Leia também

Fontes: Planalto, Código Civil, Lei 10.406/2002, arts. 1.179 e 1.184 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm

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