O que é livro razão? É o livro contábil que pega os lançamentos do Diário e os organiza por conta, mostrando para cada uma o que entrou, o que saiu e qual é o saldo. Enquanto o Diário conta a história na ordem dos dias, o Razão conta a de cada conta.
A norma do CFC trata os dois como livros contábeis obrigatórios, e o regulamento do imposto de renda exige o Razão de quem está no Lucro Real. Esta página mostra como ele funciona e como se lê. Outras respostas rápidas estão em Perguntas.
O que é livro razão e para que ele serve?
Serve para responder perguntas que o Diário não responde de forma rápida: quanto a empresa tem a receber de clientes, como o saldo do banco evoluiu no ano, quais lançamentos formam a despesa com aluguel. O Diário registra tudo na ordem cronológica, e para ver "tudo o que mexeu na conta X" é preciso o Razão.
Por isso o Razão é a ferramenta de conferência da contabilidade. O contador abre a conta, vê cada lançamento com data, histórico e valor, e consegue localizar o erro quando um saldo não fecha.
Como funciona um razão na prática?
Um exemplo hipotético com números redondos. A conta "Clientes a receber" começa o mês com saldo de R$ 20.000,00.
- No dia 5, uma venda a prazo de R$ 8.000,00 aumenta o saldo.
- No dia 18, o recebimento de uma duplicata de R$ 5.000,00 reduz o saldo.
- No fim do mês, o Razão mostra o saldo de R$ 23.000,00 e a lista dos dois lançamentos que o formaram.
No Diário, esses mesmos dois lançamentos aparecem no meio dos de todas as outras contas, no dia em que ocorreram. O que o Razão faz é juntar, em uma página só, o que pertence à mesma conta. O livro Diário tem resposta própria em O que é livro diário: o livro obrigatório que conta a história da empresa dia a dia.
Diagnóstico WJR, gratuito e sem compromisso
Chama no WhatsApp, conta o que te incomoda e a gente responde em algumas horas.
O livro razão é obrigatório?
Para as empresas em geral, a ITG 2000 (R1), norma do CFC sobre escrituração contábil, vale para todas as entidades, independente do porte, e cita o Livro Diário e o Livro Razão entre os livros contábeis obrigatórios. O Código Civil, por sua vez, diz que o Diário é indispensável (art. 1.180) e deixa o número e a espécie dos demais livros a critério da empresa, salvo exigência de lei.
Para o Lucro Real há exigência fiscal expressa. A pessoa jurídica tributada nesse regime deve manter o livro-razão, resumindo e totalizando por conta ou subconta os lançamentos do Diário. A falta do livro, nas condições determinadas, implica o arbitramento do lucro (Decreto 9.580/2018, art. 274, §2º). O que é lucro arbitrado está em O que é Lucro Arbitrado: quando acontece, como é calculado e como evitar.
Quem está no Simples Nacional ou é MEI tem regras próprias de escrituração. O que o seu caso exige, o contador confirma.
Como o razão é entregue?
Em formato digital. O mesmo art. 274 do decreto manda entregar o livro-razão em meio digital ao Sped (§3º), e é a ECD, a Escrituração Contábil Digital, que leva o Diário e o Razão para a Receita. A explicação da ECD está em O que é ECD Escrituração Contábil Digital: os livros enviados ao Sped, quem entrega e o prazo.
A ITG 2000 diz que os livros em forma digital devem ser assinados digitalmente pela entidade e pelo contador habilitado e, quando a legislação exigir, autenticados no registro público. E que, na escrituração digital, não há necessidade de impressão nem de encadernação em forma de livro, mas o arquivo autenticado deve ser mantido pela entidade. Uma visão dos dois livros juntos está em Livro diário e razão: o que cada um registra e por quanto tempo guardar.
Razão, balancete e balanço: qual a diferença?
São etapas da mesma cadeia. O Razão guarda o detalhe de cada conta. O balancete lista os saldos de todas as contas em uma data, e é construído a partir do Razão. O balanço patrimonial e a DRE são as demonstrações montadas com esses saldos. Se o Razão está errado, o erro aparece nos três.
O balancete tem página própria em O que é balancete: exemplo simples, para que serve e como ler.
Como a WJR trata esse tema
A WJR tem serviço de demonstrativos contábeis, e o cliente fala com o time especializado no grupo de WhatsApp da empresa, num escritório presencial com pessoas reais, com mais de 30 anos de experiência e 5 estrelas no Google.
O serviço mais próximo é Demonstrativos contábeis que o dono da empresa entende e usa. Se o Razão das contas chega até você como relatório, depende do caso, no Diagnóstico WJR a gente diz, gratuito e sem compromisso.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre livro diário e livro razão?+
O Diário registra todas as operações na ordem das datas. O Razão reúne os mesmos lançamentos separados por conta, com o saldo de cada uma.
O razão precisa ser impresso e encadernado?+
Em papel, a ITG 2000 pede encadernação, folhas numeradas e termos de abertura e encerramento. Em forma digital, não há necessidade de impressão nem de encadernação, desde que o arquivo assinado e autenticado seja mantido.
Quem escritura o livro razão?+
A escrituração contábil é atribuição exclusiva do contador legalmente habilitado, segundo a ITG 2000. O dono contribui entregando os documentos.
O razão e o razão auxiliar são a mesma coisa?+
Não. O auxiliar detalha uma conta com mais informações, como a lista de clientes que formam o saldo de "Clientes a receber". A ITG 2000 diz que os registros auxiliares seguem os preceitos gerais da escrituração.
Posso pedir o razão ao meu contador?+
Pode pedir o razão de qualquer conta quando precisar conferir lançamentos. É um relatório que o sistema contábil gera, e o contador explica o que cada linha significa. Quer entender o que a contabilidade da sua empresa registra? Conheça Demonstrativos contábeis que o dono da empresa entende e usa e peça o Diagnóstico WJR.
Leia também
- O que é Lucro Arbitrado: quando acontece, como é calculado e como evitar
O que é lucro arbitrado: forma de a Receita calcular o imposto quando a escrituração falha ou falta. Veja as hipóteses da lei, o cálculo com 20% a mais e como evitar.
- O que é lucro contábil e lucro fiscal: por que os dois números diferem
O que é lucro contábil e lucro fiscal: o primeiro vem da contabilidade, o segundo é o contábil com adições e exclusões da lei. Veja exemplo, Lalur e quem apura.
- O que é Lucro Real e quando adotar: obrigação, margem baixa, prejuízo e crédito
O que é Lucro Real e quando adotar: imposto sobre o lucro apurado de verdade. Veja os 7 casos de obrigação, quando compensa por escolha e a conta de um trimestre.
Fontes: CFC, ITG 2000 (R1) Escrituração contábil https://www1.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/ITG2000(R1).pdf, Planalto, Decreto 9.580/2018 (RIR), art. 274 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/D9580.htm, Planalto, Código Civil, arts. 1.179 e 1.180 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
Diagnóstico WJR, gratuito e sem compromisso
Chama no WhatsApp, conta o que te incomoda e a gente responde em algumas horas.