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O que é demonstração do fluxo de caixa: de onde vem e para onde vai o dinheiro

A demonstração dos fluxos de caixa (DFC) mostra as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa de um período, separadas em atividades operacionais, de investimento e de financiamento (NBC TG 03 (R3), item 10; Lei 6.404/1976, art. 188, I). Pode ser feita pelo método direto ou pelo indireto. Está entre as demonstrações da Lei das S.A. (art. 176, IV), com dispensa para a companhia fechada com patrimônio líquido abaixo de R$ 2 milhões, e entre as da pequena empresa na ITG 1000, mas não entre as da microentidade.

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O que é demonstração do fluxo de caixa? A DFC é a demonstração contábil que mostra de onde veio e para onde foi o dinheiro da empresa em um período, separando as entradas e saídas de caixa em operações, investimentos e financiamentos. Ela explica por que o caixa subiu ou caiu, algo que a DRE sozinha não faz.

A DFC é um relatório contábil, com regras próprias. Existe também o fluxo de caixa gerencial, que o dono monta para o dia a dia. Esta página trata do primeiro e aponta o segundo. Outras respostas rápidas estão em Perguntas.

O que é demonstração do fluxo de caixa e o que ela mostra?

A norma do CFC define que a DFC apresenta os fluxos de caixa do período classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento (NBC TG 03 (R3), item 10). A Lei das S.A. também manda indicar, no mínimo, esses três fluxos (Lei 6.404/1976, art. 188, inciso I, na redação da Lei 11.638/2007).

  • Operacionais: as principais atividades que geram receita da empresa e as que não são de investimento nem de financiamento. Vendas recebidas, fornecedores pagos, salários.
  • Investimento: compra e venda de ativos de longo prazo, como máquinas e imóveis.
  • Financiamento: o que muda o capital próprio e o de terceiros, como aporte dos sócios e empréstimos.

O que são caixa e equivalentes de caixa?

A norma define caixa como numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, prontamente conversíveis em caixa e com risco insignificante de mudança de valor. Como referência, a norma cita um vencimento de três meses ou menos, a contar da data da aquisição (item 7).

Movimentos entre esses itens não entram na DFC. Transferir dinheiro da conta corrente para uma aplicação de resgate imediato não é entrada nem saída de caixa.

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Qual a diferença para a DRE?

A DRE trabalha com o regime de competência: registra a receita quando ela é gerada, e não quando o dinheiro chega. A DFC olha o dinheiro. Um exemplo hipotético mostra a diferença.

Uma empresa vende R$ 100.000,00 no mês, todos a prazo, e paga R$ 60.000,00 de custos à vista. A DRE mostra lucro. A DFC mostra saída de R$ 60.000,00 e nenhuma entrada, e o caixa cai. A DFC revela o problema que a DRE esconde. A diferença entre os dois regimes está em O que é regime de caixa e regime de competência: a diferença e o que muda no Simples em 2027, e a DRE, em O que é DRE e para que serve: como ler o resultado da empresa em 6 linhas.

Método direto ou indireto?

A norma admite dois jeitos de apresentar o fluxo das atividades operacionais (item 18):

  • Direto: lista as principais classes de recebimentos brutos e pagamentos brutos, como recebido de clientes e pago a fornecedores.
  • Indireto: parte do lucro líquido e ajusta pelos itens que não afetaram caixa e pelas variações de contas a receber, estoques e contas a pagar.

Os fluxos de investimento e de financiamento seguem outra regra: a norma pede as principais classes de recebimentos e pagamentos brutos, apresentados separadamente (item 21). O método indireto parte de números que a contabilidade já tem, e por isso o contador costuma chegar a ele pela DRE e pelo balanço.

A DFC é obrigatória?

Depende do tipo de empresa. Para a sociedade por ações, a DFC está entre as demonstrações do fim do exercício (Lei 6.404/1976, art. 176, IV). A lei dispensa a companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (art. 176, §6º).

Para empresas menores, a ITG 1000 do CFC, de 15/12/2022, divide as entidades por receita bruta do exercício anterior. A pequena empresa (acima de R$ 4,8 milhões e até R$ 78 milhões) tem a DFC no conjunto completo de demonstrações. A microentidade (até R$ 4,8 milhões) tem balanço patrimonial, DRE e demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, sem DFC nos modelos da norma.

A mesma ITG 1000 manda a pequena empresa e a microentidade que sejam companhia fechada ou tributadas pelo Lucro Real seguir a Lei 6.404 (item 10).

O conjunto de demonstrações por porte está em DFC: o que é a demonstração do fluxo de caixa e quem precisa fazer, com a visão técnica da demonstração. Para saber qual regra vale no seu caso, o contador confere o regime e o tipo societário.

Como a WJR trata esse tema

A WJR tem serviço de demonstrativos contábeis, e o cliente fala com o time especializado no grupo de WhatsApp da empresa, num escritório presencial com pessoas reais, com mais de 30 anos de experiência e 5 estrelas no Google.

O serviço mais próximo é Demonstrativos contábeis que o dono da empresa entende e usa. Se a DFC entra no que você contrata, depende do caso, no Diagnóstico WJR a gente diz, gratuito e sem compromisso.

Perguntas frequentes

DFC e fluxo de caixa são a mesma coisa?+

Não. A DFC é uma demonstração contábil, com classificação e método definidos em norma. O fluxo de caixa gerencial é a ferramenta do dono para o controle diário, e sua montagem está em Como fazer fluxo de caixa de pequena empresa: o passo a passo com exemplo.

A DFC mostra o lucro da empresa?+

Não. Ela mostra a variação do caixa. No método indireto, o lucro líquido é o ponto de partida, mas a demonstração termina no aumento ou na redução de caixa e equivalentes.

Quem usa a DFC?+

Sócios, bancos e investidores, para avaliar se a empresa gera caixa para pagar dívidas e investir. A norma afirma que a demonstração dá aos usuários base para avaliar a capacidade da empresa de gerar caixa.

Os empréstimos entram em qual fluxo?+

Em geral, nas atividades de financiamento. A norma faz uma exceção para saldos bancários a descoberto, quando fazem parte da gestão de caixa e flutuam entre devedor e credor.

A empresa do Simples precisa de DFC?+

Depende do porte e do que a empresa apresenta a bancos ou sócios. A obrigação legal de DFC vem da Lei das S.A. e das normas do CFC por porte, e o contador confirma o caso. Quer enxergar o caixa da sua empresa pelas demonstrações? Conheça Demonstrativos contábeis que o dono da empresa entende e usa e peça o Diagnóstico WJR.

Leia também

Fontes: CFC, NBC TG 03 (R3) Demonstração dos fluxos de caixa https://www1.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/NBCTG03(R3).pdf, Planalto, Lei 6.404/1976, art. 176 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404compilada.htm, Planalto, Lei 11.638/2007, art. 1º (nova redação do art. 188 da Lei 6.404) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm, CFC, ITG 1000 (de 15/12/2022) https://cfc.org.br/wp-content/uploads/2023/01/ITG-1000.pdf

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