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O que é CMV e como calcular o custo das mercadorias vendidas

CMV é o custo das mercadorias vendidas, o valor pago pelo que a empresa vendeu no período. Calcula-se por estoque inicial mais compras do período menos estoque final, a lógica de determinar o custo pelo registro permanente de estoques ou pelo inventário do fim do período (Decreto-Lei 1.598/1977, art. 14). Ele aparece na DRE entre a receita líquida e o lucro bruto (Lei 6.404/1976, art. 187, II) e não reduz a base do Simples nem do Lucro Presumido, que partem da receita bruta.

O que é CMV e como calcular? CMV é o custo das mercadorias vendidas: quanto a empresa pagou pelo que efetivamente vendeu no período. A conta é estoque inicial mais compras do período menos estoque final, e o resultado é descontado da receita para chegar ao lucro bruto.

A resposta é para o comércio e para quem revende produtos, e o conceito aparece em toda análise de margem. O resultado completo da empresa, do faturamento ao lucro, está em O que é DRE e para que serve: como ler o resultado da empresa em 6 linhas. Outras respostas rápidas ficam em Perguntas.

O que é CMV e como calcular na prática?

CMV é a sigla de custo das mercadorias vendidas. Ele não é tudo o que a empresa comprou: só entra o custo da parte que saiu do estoque em venda. O que foi comprado e ainda está na prateleira continua como estoque, ativo da empresa.

Na demonstração do resultado, a Lei das S.A. manda discriminar a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto (Lei 6.404/1976, art. 187, II). Ou seja, o CMV é a linha que separa o que a empresa vendeu do que ela gastou para ter o produto.

Em empresa industrial o nome é CPV, custo dos produtos vendidos, e em empresa de serviços é CSP, custo dos serviços prestados. A lógica é a mesma.

A fórmula do CMV, passo a passo

A fórmula usa três números do período:

CMV = estoque inicial + compras do período − estoque final

A lei tributária descreve essa mesma lógica: o custo das mercadorias revendidas é determinado com base em registro permanente de estoques ou no valor dos estoques existentes, de acordo com o livro de inventário, no fim do período (Decreto-Lei 1.598/1977, art. 14).

Um exemplo com valores hipotéticos de um mês:

| Item | Valor |

|---|---|

| Estoque inicial | R$ 40.000,00 |

| Compras do mês | R$ 60.000,00 |

| Estoque final | R$ 35.000,00 |

| CMV | R$ 65.000,00 |

A empresa tinha R$ 40.000,00 em mercadoria, comprou mais R$ 60.000,00 e ainda tinha R$ 35.000,00 no fim do mês. Logo, o que saiu foi R$ 65.000,00 a preço de custo. Se a receita líquida do mês foi de R$ 100.000,00, o lucro bruto foi de R$ 35.000,00.

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O que entra no custo de uma mercadoria?

O custo de aquisição das mercadorias para revenda compreende o transporte e o seguro até o estabelecimento e os tributos devidos na aquisição ou na importação (Decreto-Lei 1.598, art. 13). O frete de compra, portanto, faz parte do custo, e não é despesa.

Na indústria, o custo de produção inclui matéria-prima, pessoal aplicado na produção, aluguel e depreciação de bens da produção (art. 13, § 1º). Quais tributos da compra ficam no custo e quais são recuperados como crédito é uma decisão de apuração que o contador define por produto.

Por fim, o estoque que forma o CMV é avaliado pelo custo de aquisição ou produção, com provisão se o valor de mercado for menor (Lei 6.404, art. 183, II). Estoque que perdeu valor, vencido ou quebrado, não pode ficar valendo o preço de compra.

CMV reduz o imposto no Simples e no Lucro Presumido?

Não nesses regimes. O Simples calcula o valor devido sobre a receita bruta do mês (LC 123/2006, art. 18, § 3º), e o Lucro Presumido aplica um percentual de presunção sobre a receita bruta (Lei 9.249/1995, art. 15). Em nenhum dos dois o CMV é abatido da base.

Isso muda a forma de usar o número. No Simples e no Presumido, o CMV não serve para pagar menos imposto, serve para saber se o preço cobre o custo e quanto sobra para despesas e lucro. No Lucro Real, o custo entra na apuração do resultado.

Como o CMV vira margem e preço?

Do CMV saem dois indicadores. O lucro bruto é a receita líquida menos o CMV, e a margem bruta é esse lucro dividido pela receita líquida. No exemplo, R$ 35.000,00 sobre R$ 100.000,00 dão 35%.

Para formar o preço, o CMV unitário é a base de cálculo do markup, e a margem de contribuição olha o que sobra depois dos custos e despesas variáveis. As duas contas estão em O que é markup: o percentual sobre o custo e por que ele não é a margem e em O que é margem de contribuição: quanto cada venda deixa para pagar a estrutura. O CMV também é um dos números que formam o indicador de resultado explicado em O que é EBITDA: o lucro da operação antes de juros, impostos e depreciação.

Como a WJR trata o tema

A WJR tem serviço de demonstrativos contábeis, em que a DRE, o custo e o estoque são organizados mês a mês. O cliente fala com um time especializado no grupo de WhatsApp da empresa, num escritório presencial com pessoas reais, com mais de 30 anos de experiência e 5 estrelas no Google.

O primeiro passo é o Diagnóstico WJR, gratuito e sem compromisso, presencial ou online. O desenho completo da DRE está em DRE: o que é a demonstração do resultado e o que cada linha diz.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre CMV e CPV?+

CMV é para quem revende mercadorias, e CPV para quem fabrica o que vende. O CPV inclui matéria-prima, mão de obra e custos de produção.

O CMV inclui impostos?+

O custo de aquisição inclui os tributos devidos na compra (Decreto-Lei 1.598, art. 13), e a parte recuperável como crédito é tratada à parte pelo contador. Os impostos sobre a venda ficam nas deduções da receita.

Posso usar o valor das compras como CMV?+

Só se o estoque não variou. Se você comprou mais do que vendeu, a diferença ficou no estoque e não é custo do período.

Como o CMV se relaciona com o estoque?+

O estoque final é o que sobra, avaliado pelo custo (Lei 6.404, art. 183, II), e ele passa a ser o estoque inicial do período seguinte.

O CMV precisa de inventário?+

A lei tributária fala em registro permanente de estoques ou em inventário no fim do período (Decreto-Lei 1.598, art. 14). Sem um dos dois, não há como calcular o custo com segurança. Para ter a DRE e o custo organizados mês a mês, conheça o serviço de Demonstrativos contábeis que o dono da empresa entende e usa e peça o Diagnóstico WJR.

Leia também

Fontes: Planalto, Decreto-Lei 1.598/1977 (arts. 13 e 14) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del1598.htm, Planalto, Lei 6.404/1976 (arts. 183, II, e 187, II) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm, Planalto, LC 123/2006 (art. 18, § 3º) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm, Planalto, Lei 9.249/1995 (art. 15) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9249.htm

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