Como fazer orçamento anual da empresa? Parta do histórico de 12 meses, projete a receita mês a mês, separe custos fixos e variáveis, lance pessoas, investimentos e impostos no mês em que acontecem e, depois de cada fechamento, compare o previsto com o realizado.
O orçamento é uma planilha de gestão, e não uma demonstração contábil. Esta página é o roteiro curto; o guia completo, com exemplo de tabela, está em Orçamento empresarial anual: como montar, acompanhar e ajustar ao longo do ano. Outras respostas rápidas estão em Perguntas.
Como fazer orçamento anual da empresa em seis passos?
Uma planilha com doze colunas, uma por mês, e algumas linhas resolve a maioria das pequenas empresas.
- Junte o histórico. Receita e despesas dos últimos 12 meses, mês a mês. Se a empresa é nova, use o que existe e marque o resto como estimativa.
- Projete a receita. Volume esperado vezes preço, por produto ou serviço. Seja menos otimista do que a meta do dono; a meta é desejo, o orçamento é plano.
- Separe o que varia do que não varia. Custo variável acompanha a venda, e o fixo existe mesmo sem vender. A diferença está em Custo fixo e variável: a diferença, o ponto de equilíbrio e o que muda no preço e no regime.
- Lance pessoas e investimentos no mês certo. Contratação, férias, 13º, reajuste, compra de equipamento, reforma, sistema.
- Inclua os impostos. Eles acompanham a receita. O calendário das datas está em Calendário fiscal 2027: o que vence mês a mês, quem paga e onde está o dinheiro.
- Feche o resultado do mês. Receita menos custos, despesas e impostos dá o resultado previsto, e a soma dos doze meses dá o do ano.
Por onde começar quando o ano está acabando?
O último trimestre é um bom momento, porque você já tem a maior parte do ano para usar como base. Não existe data oficial para fazer o orçamento; o que existe é uma vantagem prática: chegar a janeiro com um plano em vez de uma intuição.
Comece pelo que é mais certo e mais pesado: folha, aluguel, contratos recorrentes. Depois entram os itens que variam com a venda. A receita é a parte mais incerta e fica por último, porque o resto depende dela.
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Que linhas o orçamento de uma pequena empresa precisa ter?
Uma boa referência é copiar a ordem da demonstração do resultado do contador, que a Lei 6.404/1976 organiza no art. 187: receita bruta, deduções e impostos, custo das mercadorias ou serviços, despesas de venda, despesas gerais e administrativas, despesas financeiras e o resultado. Assim, quando o contador fechar o mês, o realizado cai nas mesmas linhas do orçamento.
Um exemplo simples, com números hipotéticos, de uma empresa de serviços:
| Linha | Orçado no mês | O que olhar |
|---|---|---|
| Receita de serviços | R$ 80.000 | contratos fechados e propostas em andamento |
| Impostos sobre a receita | R$ 8.000 | acompanham a receita, não o custo |
| Folha e encargos | R$ 36.000 | contratações previstas |
| Aluguel e despesas fixas | R$ 10.000 | reajuste de contrato |
| Marketing | R$ 4.000 | campanhas do mês |
| Resultado previsto | R$ 22.000 | |
A tabela mostra a ideia, não os seus números. O percentual de imposto de cada empresa depende do regime tributário e da atividade.
Como comparar o previsto com o realizado?
Depois do fechamento de cada mês, coloque uma coluna ao lado da outra e olhe a diferença. A pergunta útil não é "errei?", e sim "o desvio é pontual ou veio para ficar?".
- Receita abaixo em um mês: pode ser sazonalidade ou atraso de pedido.
- Receita abaixo por vários meses: revise a meta e, junto, as despesas que dependiam dela.
- Custo variável subindo mais que a venda: olhe preço de compra, desconto e mix.
- Despesa fixa acima do plano: veja se é aumento permanente ou gasto isolado.
Muitas empresas mantêm o orçamento original como referência e fazem uma revisão no meio do ano. Isso é prática de gestão, e não regra oficial. Para ver o dinheiro dia a dia, o complemento é o fluxo de caixa, em Como fazer fluxo de caixa de pequena empresa: o passo a passo com exemplo.
Orçamento, fluxo de caixa e contabilidade são a mesma coisa?
Não. O orçamento é o plano do ano. O fluxo de caixa controla quando o dinheiro entra e sai. A contabilidade registra o que aconteceu. Um orçamento só vale quando existe um realizado confiável, que vem da contabilidade em dia.
Como a WJR trata esse tema
A WJR é um escritório presencial com pessoas reais, na Mooca, com mais de 30 anos de experiência e 5 estrelas no Google. O cliente fala com o time especializado no grupo de WhatsApp da empresa.
O serviço mais próximo é BPO financeiro e consultoria de processos internos para a sua empresa, que trata da rotina de quem lança, fecha e compara. Se a WJR monta ou acompanha o orçamento no seu caso, depende do caso, no Diagnóstico WJR a gente diz, gratuito e sem compromisso.
Perguntas frequentes
Preciso de orçamento anual se a empresa é pequena?+
O orçamento não é uma das demonstrações contábeis: é ferramenta de gestão. Ele é útil justamente por comparar o plano com o que aconteceu, e uma planilha simples basta.
Orçamento anual precisa de software?+
Não. Uma planilha com doze colunas e as linhas da demonstração do resultado resolve para começar. O que pesa é a disciplina de comparar todo mês.
Quantas vezes por ano devo revisar o orçamento?+
Não há número oficial. Uma revisão no meio do ano, mais o acompanhamento mensal do previsto contra o realizado, é a prática de muitas empresas.
Como orçar a receita de uma empresa nova?+
Sem histórico, use hipóteses explícitas: quantos clientes, a que preço, em que mês. Marque cada número como estimativa e ajuste conforme o realizado aparecer.
O contador faz o orçamento?+
O contador fornece o realizado e os impostos. Quem decide a meta e o plano de gastos é o dono. Quanto da montagem a WJR assume no seu caso, vale conversar no Diagnóstico. Para organizar a rotina que sustenta o orçamento, conheça BPO financeiro e consultoria de processos internos para a sua empresa e peça o Diagnóstico WJR.
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Fontes: Planalto, Lei 6.404/1976 art. 187 (estrutura da demonstração do resultado) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm
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