A hora de contratar financeiro interno chega quando a rotina do dinheiro passou a tomar o tempo do dono ou a gerar erro, e já não cabe em poucas horas por semana. Antes de abrir a vaga, faça a conta: um empregado custa bem mais que o salário, e existem outros caminhos, como reorganizar a rotina ou terceirizá-la.
Isto é para o dono de pequena empresa que paga boleto à noite, confere extrato no fim de semana e sente que está virando o gargalo. A pergunta não é só "preciso de alguém?", mas "de quem, para fazer o quê e a que custo?".
Os sinais de que a rotina financeira passou do ponto
Nenhuma regra diz a partir de quantas notas ou de qual faturamento a empresa precisa de um financeiro. O que decide é o volume de tarefas e a quantidade de erros. Os sinais mais comuns:
- o dono aprova, paga, cobra e confere tudo sozinho, e isso toma horas toda semana;
- boleto pago com multa por esquecimento, ou pago duas vezes;
- cliente que ficou sem cobrança porque ninguém acompanhou o vencimento;
- extrato que não bate com o controle no fim do mês;
- documentos que chegam atrasados ao contador porque ninguém junta;
- decisões de compra tomadas sem saber quanto vai entrar nas próximas semanas.
Um ou dois sinais isolados costumam se resolver com organização. Quando vários aparecem juntos e se repetem, o problema deixou de ser disciplina e virou capacidade.
O que um financeiro interno faz no dia a dia
A função varia, mas numa pequena empresa costuma reunir:
- lançar e agendar as contas a pagar, com o dono aprovando;
- registrar as vendas a prazo e acompanhar os recebimentos;
- cobrar quem atrasou, dentro de uma sequência combinada;
- conferir o extrato e a maquininha com os lançamentos;
- projetar o caixa das próximas semanas;
- juntar e enviar ao contador os documentos do mês.
Nada disso substitui a contabilidade. Impostos, declarações, folha e demonstrações seguem com o contador, e a rotina financeira fica com a empresa ou com quem ela contratar. O que costuma ficar fora do contrato contábil está em O que o contador não faz: os limites da profissão e o que continua sendo seu. A mecânica de pagar e receber está em Contas a pagar e a receber: como organizar a rotina da pequena empresa.
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Quanto custa contratar financeiro interno
O salário é só a primeira linha. Sobre um empregado CLT, a empresa ainda arca com:
- FGTS: 8% da remuneração, depositado pela empresa (Lei 8.036, art. 15).
- INSS patronal: 20% da remuneração para quem está fora do Simples Nacional (Lei 8.212, art. 22, I). No Simples, fora do Anexo IV, a contribuição patronal vai dentro do DAS.
- 13º salário e férias com um terço: valores que a empresa precisa separar todo mês para não ser pega de surpresa no fim do ano ou na hora das férias.
Fora do Simples ainda entram RAT e contribuições a terceiros, que variam por atividade. A conta completa, com exemplo em reais, está em Quanto custa um funcionário CLT em 2026: a conta completa. Somam-se ainda benefícios, computador, sistema e o tempo do dono para treinar e supervisionar.
Esse custo precisa caber na margem do mês fraco, não só no bom. Compare com o tempo que o dono deixa de gastar na rotina e com o custo dos erros que hoje aparecem: multa de boleto atrasado, venda sem cobrança, desconto dado sem controle.
Dono, financeiro interno ou terceirizado: como comparar
Existem três arranjos comuns. Nenhum é melhor em si; cada um cabe numa fase.
| Arranjo | Quando costuma fazer sentido | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| O próprio dono cuida | poucas contas e poucas vendas a prazo | vira gargalo quando o volume cresce |
| Financeiro interno (CLT) | volume diário e necessidade de alguém presente | custo fixo alto e dependência de uma pessoa |
| Rotina terceirizada (BPO financeiro) | volume médio, sem justificar um salário inteiro | escopo e acessos precisam estar no contrato |
A diferença entre terceirizar o financeiro e ter contabilidade está em BPO financeiro ou contabilidade: o que cada um faz e quando contratar. Não existe lei que defina o que um BPO financeiro entrega, então o escopo é o que o contrato disser.
Um arranjo misto também funciona bem: o dono aprova pagamentos e decide descontos, e outra pessoa, interna ou externa, executa o resto. O dinheiro da empresa continua sob o olhar de quem responde por ele.
O que preparar antes de contratar
A contratação funciona melhor quando a rotina já está desenhada. Sem isso, a pessoa nova herda a bagunça e demora meses para render. Antes de abrir a vaga:
- Liste as tarefas financeiras da semana e do mês, com quem faz cada uma hoje.
- Defina o que a pessoa vai executar e o que continua dependendo de aprovação do dono.
- Separe acessos: consultar o banco é diferente de movimentar.
- Combine um dia fixo para pagamentos e outro para conferir o extrato.
- Escreva o passo a passo dos processos principais, como mostra Processos internos: o que documentar primeiro na pequena empresa e como fazer.
Com isso pronto, fica mais fácil comparar os arranjos pelo mesmo escopo, e não por impressão.
Como a WJR ajuda nessa decisão
Antes de qualquer contratação, a WJR faz gratuitamente a simulação do custo de um funcionário, para que o dono decida com o número na mão. A organização dos processos da empresa é tema da BPO financeiro e consultoria de processos internos para a sua empresa da WJR.
Se o seu caso pede terceirizar a execução do financeiro, e com qual escopo, depende do caso, no Diagnóstico WJR a gente diz: a conversa é gratuita, sem compromisso, presencial ou online, com resposta em algumas horas. Mais guias de gestão em Bpo e processos.
Perguntas frequentes
Existe faturamento mínimo a partir do qual a empresa precisa de um financeiro?+
Não. Nenhuma lei fixa esse ponto. O que decide é o volume de tarefas, a quantidade de erros e o tempo que o dono gasta na rotina.
O contador pode fazer o papel do financeiro interno?+
Em regra, não. A contabilidade cuida de impostos, declarações, folha e demonstrações. Pagar contas, cobrar clientes e projetar o caixa é rotina de gestão, feita pela empresa ou por quem ela contratar.
Empresa do Simples paga INSS patronal sobre o financeiro contratado?+
Nos Anexos I, II, III e V, não por fora: a contribuição patronal está dentro do DAS. No Anexo IV, a empresa recolhe a patronal separadamente. O FGTS de 8% vale em qualquer caso.
Posso dar acesso total ao banco para o financeiro?+
Pode, mas o arranjo mais seguro é separar: a pessoa prepara e agenda, e o dono aprova. Se o banco oferecer perfis diferentes para consulta e para movimentação, use essa separação.
Terceirizar o financeiro dispensa o contador?+
Não. A rotina financeira e a contabilidade são coisas diferentes. Mesmo com o financeiro terceirizado, impostos, declarações, folha e demonstrações continuam com a contabilidade. Para organizar os processos antes de decidir quem executa o financeiro, conheça a consultoria de processos internos da WJR em BPO financeiro e consultoria de processos internos para a sua empresa.
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Fontes: Planalto, Constituição compilada https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm, Planalto, Lei 8.036/1990 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8036consol.htm, Planalto, Lei 8.212/1991 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8212cons.htm, Planalto, LC 123/2006 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
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