A TFE é a Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos, uma cobrança do município de São Paulo instituída pela Lei 13.477/2002 e devida por quem mantém estabelecimento na cidade. Ela vence em 10 de julho, tem como base a atividade da empresa somada ao número de empregados na data do fato gerador, e o MEI é isento.
Este artigo é para o dono de negócio com endereço em São Paulo que recebeu a cobrança e não sabe de onde ela veio, e para quem está abrindo empresa na capital e quer saber o que vai aparecer no calendário. O que muda na sua vida é simples: você para de descobrir a taxa pelo aviso de débito.
O que é a TFE e quem precisa pagar essa taxa
A TFE é uma taxa municipal, não é imposto federal nem estadual. Ela remunera a fiscalização que a Prefeitura de São Paulo exerce sobre os estabelecimentos instalados no território do município, e sua base legal é a Lei 13.477/2002.
Quem tem estabelecimento na cidade está no radar da cobrança. Isso vale para loja, escritório, consultório, clínica, depósito e oficina, entre outros. Cada estabelecimento é considerado por si, então empresa com mais de um endereço na capital precisa olhar cada um deles.
Também vale registrar o que a TFE não é. Ela não substitui tributo sobre faturamento, não tem relação com o DAS do Simples Nacional e não se confunde com as guias federais da empresa. É uma cobrança à parte, com calendário próprio.
Quando a TFE vence
O vencimento é 10 de julho. É uma data única no ano, e ela costuma passar batido justamente por isso: não é uma guia mensal que aparece na rotina, é uma cobrança anual que chega no meio do ano.
Por isso o melhor controle é preventivo. Coloque a data no calendário da empresa junto com as outras obrigações do município onde você atua, do mesmo jeito que você acompanha as guias federais explicadas em Pagar DARF com cartão de crédito: o caminho é o e-CAC, não o PagTesouro.
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O MEI paga TFE?
Não. O microempreendedor individual é isento da TFE desde 13 de novembro de 2009, por força da Lei 15.032/2009.
Atenção a um detalhe que gera confusão: a isenção acompanha a condição de MEI. Se a empresa perde o enquadramento, por excesso de receita ou por qualquer outro motivo, ela deixa de ser MEI e passa a se sujeitar às regras aplicáveis à sua nova condição. Quem está nesse caminho precisa olhar o calendário municipal também, e não só o federal.
Como a base da TFE é definida: atividade e número de empregados
A cobrança não é a mesma para todo mundo. Dois elementos definem a situação de cada estabelecimento.
O primeiro é a atividade, que consta da tabela anexa à Lei 13.477/2002. É a atividade exercida no estabelecimento que dá o enquadramento, e é por isso que empresas do mesmo porte podem estar em situações diferentes.
O segundo é o número de empregados na data do fato gerador. Para a empresa que já existe, essa data é 1º de janeiro. Para a empresa que abre durante o ano, é a data de abertura. Ou seja, contratação feita em março não muda a foto de 1º de janeiro daquele ano.
Esse detalhe faz diferença no planejamento de quem vai abrir estabelecimento na capital e de quem vai crescer a equipe. Se a sua folha vai mudar de tamanho, o assunto conversa com Folha de pagamento terceirizada para quem não quer errar com gente, e a decisão de onde e quando abrir conversa com Abrir empresa em São Paulo do jeito certo, do primeiro passo ao CNPJ ativo.
Quanto ao valor, não adianta procurar um número único: ele depende do enquadramento do seu caso. No Diagnóstico WJR a gente diz.
O que acontece com quem não paga a TFE
O débito não desaparece. A taxa não paga continua registrada em nome da empresa perante a Prefeitura de São Paulo, e passa a ser cobrada com os acréscimos previstos na legislação municipal.
Débito municipal em aberto também trava a vida da empresa em momentos em que ela mais precisa de agilidade: emissão de certidão negativa, participação em licitação, processos de crédito e negociações em que o comprador pede a regularidade fiscal do fornecedor.
Há ainda o efeito acumulado. Como a cobrança é anual, uma taxa esquecida vira duas, depois três, e o que era uma pendência pequena vira um passivo que aparece na pior hora, geralmente quando a empresa está fechando um contrato ou vendendo participação.
Como conferir a situação da TFE da sua empresa
O ponto de partida é o cadastro municipal do estabelecimento, a inscrição da empresa no cadastro de contribuintes mobiliários da capital. É por esse número que a Prefeitura de São Paulo identifica o estabelecimento e organiza as cobranças.
Com esse cadastro em mãos, a consulta é feita nos canais da própria Prefeitura, onde é possível verificar débitos em aberto e emitir a guia. Vale conferir três coisas: se a atividade cadastrada é mesmo a que você exerce, se o endereço está correto e se existe estabelecimento antigo que nunca foi encerrado no cadastro.
Esse último item é o que mais pega gente honesta. Empresa que mudou de sala, mas nunca deu baixa no endereço anterior, continua com estabelecimento aberto no cadastro. E cadastro aberto gera cobrança.
Se a sua empresa é da capital e você quer entender o pacote completo de obrigações da cidade, vale ler também Contador em São Paulo com escritório de verdade, presencial na Mooca e online em toda a cidade.
Como a WJR acompanha as obrigações municipais do seu negócio
A WJR acompanha o calendário do cliente, aponta o que vence e organiza a documentação da empresa, com um time especializado dentro do grupo de WhatsApp do seu negócio para responder na hora em que a dúvida aparece.
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Se a sua carga de obrigações está pesada demais para o tamanho da empresa, o caminho é olhar a estrutura inteira, e não só a taxa do mês, algo que a gente faz em Planejamento tributário para pagar o imposto certo. O Diagnóstico WJR é gratuito e sem compromisso, presencial ou online, com resposta em algumas horas.
Perguntas frequentes
O que significa TFE?+
TFE é a sigla de Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos. Ela foi instituída pela Lei 13.477/2002 e é cobrada pelo município de São Paulo de quem mantém estabelecimento na cidade.
Quando vence a TFE?+
O vencimento é 10 de julho. Por ser uma cobrança anual, e não mensal, ela é uma das obrigações que mais escapam do controle de quem toca o negócio sozinho.
MEI é isento de TFE?+
Sim. O MEI é isento desde 13 de novembro de 2009, pela Lei 15.032/2009. A isenção vale enquanto a empresa mantiver a condição de microempreendedor individual.
O que define quanto a empresa paga de TFE?+
Dois elementos: a atividade constante da tabela anexa à Lei 13.477/2002 e o número de empregados na data do fato gerador, que é 1º de janeiro para a empresa já existente e a data de abertura para a empresa que abre no ano.
Empresa sem funcionários também paga TFE?+
O número de empregados entra na definição da base, mas a taxa está ligada ao estabelecimento e à atividade exercida nele. Empresa sem equipe também precisa verificar a sua situação no cadastro municipal, em vez de presumir que está fora.
Tenho duas salas na cidade, pago duas vezes?+
A taxa olha para o estabelecimento. Empresa com mais de um endereço na capital deve verificar a situação de cada um, inclusive de endereços antigos que continuam abertos no cadastro municipal sem ninguém perceber.
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Fontes: Prefeitura de São Paulo TFE https://prefeitura.sp.gov.br/web/fazenda/w/servicos/taxas/2530
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